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29 October 2008 @ 12:10 am
[Fic] Lovely Complex - 30cookies  
Essa ficlet foi mais meu desejo de fazer HaruSei porn idiota e sem propósito do que outra coisa. Eu queria melhorar, mas isso eu sempre quero e nunca faço, então que diferença faz uma a mais? O tema ficou mais implícito do que deveria, inclusive.

Título: Exceção à regra
Fandom: Lovely Complex
Personagens: Haruka e Seiko (chu chu chu)
Gênero: Romance não tão puro e não tão inocente
Classificação: 10 anos?
Avisos: Yaoi?, spoilers do capítulo 55, presença de verbo transitivo direto preposicionado (=B).
Sinopse: Seiko franziu a testa, entendendo que Haruka considerava ser beijado por ele o melhor presente da humanidade desde, é claro, que os gregos deram um lindo e gigante cavalo de madeira recheado aos troianos.

 

Exceção à regra

 

    Seiko não conseguiu fechar os olhos a tempo. Aliás, ele mal conseguiu fazer com que eles não se arregalassem mais do que já estavam. Acostumara-se na sua vida a ser ele quem dava beijos, não quem recebia. Geralmente estava tudo bem quando as pessoas não sabiam que ele não era uma menina de fato, mas não era esse o caso.
 

    Muito pelo contrário, por sinal.
 

    As situações estranhas começaram há menos de dez minutos atrás, no meio de sua festa de aniversário, cheia de pessoas falando e música alta. Maidou Gakuen em peso fazendo presença, desde sua pequena turma a todos os integrantes do clube de economia doméstica e os alunos do terceiro ano.
 

    Haruka fora o único que não levara presente, mas Seiko não vira grandes problemas nisso – aprendera, afinal, a não depositar grandes esperanças em qualquer coisa que viesse dele – até o instante em que fora puxado sem avisos da festa pelo pulso na direção da parede escondida dos fundos. Nenhum dos seus O que você está fazendo? foram respondidos e, de repente, o cérebro de Seiko paralisou quando registrou que aquilo era um beijo.
 

    Simples, rápido, quase seco. Seiko manteve os olhos arregalados do início ao fim, então Haruka riu da expressão de espanto dele como se sua atitude fosse normal e esperada e disse, simplesmente:
 

    “Feliz aniversário”.
 

    Seiko franziu a testa, entendendo que Haruka considerava ser beijado por ele o melhor presente da humanidade desde, é claro, que os gregos deram um lindo e gigante cavalo de madeira recheado aos troianos.
 

    “Você chama a isso de presente?”
 

    Haruka olhou para o céu por uns instantes, uma mão espalmada contra a parede ao lado da cabeça de Seiko, parecendo considerar o questionamento. “Huuum... Talvez mais uma dádiva ou um privilégio sem igual ou-”
 

    A idéia de Seiko, na verdade, era chocá-lo. Deixá-lo sem reação, de olhos arregalados como ficara há pouco, arrependendo-se de ter começado a brincadeira. Então, com o corpo erguido na ponta dos pés, ele não pensou muito antes de puxar o rosto de Haruka para baixo e beijá-lo de novo.
 

    Mas alguma coisa deu errada e Seiko não sabia direito o quê. Por qual motivo Haruka pareceu muito pouco surpreendido e recuperado bem a tempo de corresponder no instante em que Seiko entreabriu os lábios para um beijo bem menos simples, rápido e definitivamente nada seco.
 

    Por qual motivo, aliás, Seiko entreabriu os lábios, a princípio.
 

    Ele caiu em apoio contra a parede e as mãos de Haruka prenderam-se no elástico de sua saia e quando o beijo foi interrompido, as próprias mãos autônomas de Seiko, que encontravam-se perdidas na nuca dele, no início das costas, no fim dos fios de cabelo, trouxeram-no de volta a outro.
 

    Haruka não pareceu nem de longe contra a idéia.
 

    Então quando os dentes de Haruka puxaram vagarosamente os lábios de Seiko e ele emitiu um pequeno e instintivo som de aprovação, Haruka soltou uma risada nasal orgulhosa e comentou:
 

    “Válido agora, então?”
 

    Seiko soltou um muxoxo, descontente com a colaboração indevida para inflar o ego já fora dos limites humanos que Haruka possuía.

    “Não pense que isso me torna sua vigésima namorada ou o que valha”. Resmungou, testa franzida. Haruka riu próximo a seu pescoço, arrepiando os pêlos de sua nuca.
 

    “Uh-hum”.
 

    “Nem que eu vá sair por aí dando suporte à sua vida amorosa”.
 

    Haruka quis mencionar que eles já haviam tentado fazer isso para benefício mútuo, mas achou melhor ficar em silêncio. Parecia muito menos divertido interromper e corrigir Seiko do que esperar para ver até onde ele iria continuar, ouvindo-o falar, revoltado:
 

    “Muito menos que eu vá odiar tudo o que você odeia, ou que sua felicidade é minha felicidade ou que eu vá socializar com aquele bando de idiota sem vida própria que você chama de namoradas. Ou nem que...” Deu uma pausa na profusão de palavras, esforçando-se em lembrar alguma coisa. “qual era a outra...?”
 

    Seiko mal conseguiu recordar-se de suas condições, explicações ou o que ele estava falando antes mesmo?, quando a língua de Haruka contornou sua orelha e os dentes dele morderam o lóbulo e Seiko segurou os dedos com mais força entre o cabelo e ombros sob suas mãos.
 

    Haruka respondeu, muito próximo e rouco para sua sanidade e rapidez de raciocínio:
 

    “Amar a mim mais do que a qualquer outra pessoa”.
 

    Seiko suspirou, menos cientes de suas palavras do que das mãos geladas dele entrando pela sua blusa:
 

    “Acho...” Tentou buscar ar o suficiente para continuar, respirando o mais fundo que seus pulmões permitiam. “Acho que posso tentar essa...”

 
 
Current Mood: sick
Current Music: Ryuu Ware, Kanjani8 (Subaru solo)
 
 
 
 

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